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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mais comentários de Paulo Seda acerca declaração da Sra. Bia Caiado e Adriana Rattes no Globo do dia 04/11/2011

No dia 04/08/2011, não haveria matéria sobre o Capão do Bispo, mas nas primeiras edições, anteriores ao obituário de Ítalo Rossi, houve uma nova publicação com declarações da Secretaria de Cultura e Paulo Seda, novamente responde às suas declarações....


Sou Paulo Seda, Diretor de Pesquisas do IAB, trabalho a 35 anos no Capão do Bispo e tenho alguns comentários sobre a matéria. De tudo, ressalta que quem quer nos tirar dali, sequer conhece o Capão do Bispo!
  1. dizer que a Casa está "em completo abandono", como está na chamada da p. 2, no jornal, não corresponde à verdade. Ali trabalham cerca de 20 pessoas, estão alguns milhares de peças arqueológicas, algumas com alguns milhares de anos, tudo com autorização do IPHAN. Cadê o abandono?
  2. a foto que está na p. 2 de fato assusta, mas é preciso ressaltar que aquilo é fruto de uma intervenção desastrosa do estado na década de 90 (contrataram uma firma de terraplanagem para fazer a obra!), nunca terminada. Por outro lado, a Casa só está com problemas estruturais na parte da frente, para o que já temos a autorização do IPHAN para realizar as obras necessárias, com verba nossa.
  3. Já a foto da p. 15 do jornal, é bom ressaltar, sobretudo para a Cultura, que a parede não está "descascada", ela foi deixada propositalmente daquela forma, quando da restauração, como uma "parede testemunho" das técnicas construtivas da época.
  4. a Subsecretária de Cultura, omitiu que, ao encerrar-se o acordo de cessão do imóvel, imediatamente pedimos renovação. O Secretário de Cultura da época, entendeu não haver necessidade de renovação, pois o Centro de Pesquisas estava funcionando. Todos os Diretores do INEPAC que se seguiram também entenderam assim. Mas, todos estes anos vimos tentando um novo acordo. Definitivamente, quem quer nos tirar não conhece a Casa.
  5. o Estado vem omitindo também, que, em todos estes anos, mesmo com o acordo de cessão expirado, mantivemos nossas obrigações ali estabelecidas: manter a Casa e o centro de Pesquisas funcionando. Resta saber, se o Estado manteve sua parte no acordo. Nunca estivemos ali escondidos, o Estado sempre soube da nossa presença, basta ver os inúmeros ofícios que enviamos sobre a Casa. Definitivamente, quem quer nos tirar não conhece a Casa.
  6. em relação a declaração da  Sra. Caiado, nunca dissemos que o material depositado no Capão do Bispo iria ficar na rua. A questão vai muito além: se estaria perdendo um centro de pesquisas e formação de pesquisadores! Isso não há como negar. Sem contar, que um dos problemas mais sérios da arqueologia brasileira hoje, é um local de guarda de material. Estaríamos perdendo mais um local de guarda. Definitivamente, quem quer nos tirar não conhece a Casa.
  7.  querer transformar o Capão em centro cultural, como diz a Sra. Caiado, indica apenas intenção. Ali já existe um centro cultural de fato! A biblioteca segue sendo utilizada pelas escolas do entorno. Isso, é despir um santo para vestir outro, se é que vão vestir! Um coisa estranha: fazer um centro cultural sem nenhuma área restrita... Alguém conhece algum assim? Eu conheço: o Capão do Bispo! Todos que ali vão tem acesso total a Casa. Definitivamente...
  8. uma vez que o Estado quer fazer algo “totalmente voltado para a população”, como se o Capão já não fosse, porque não pergunta a vizinhança o que querem que façam com a Casa? A vizinhança quer a reforma, mas também quer que permaneçamos ali! Boa parte dos que assinaram a petição são moradores da região! Basta perguntar, sem medo. Definitivamente, quem quer nos tirar não conhece a Casa.
  9. é certo que o IPHAN nos oficiou solicitando reformas na Casa. Tanto que, no início deste ano obtivemos autorização para, com verba própria, realizar o conserto do telhado. Isto, só não se iniciou porque fomos surpreendido pelo “despejo”. Agora, se o IPHAN cobra de nós e ao INEPA, não está implícito que considera a responsabilidade da Casa tanto nossa quanto do Estado? O que o estado fez em relação a solicitação do IPHAN? Definitivamente...
Para encerrar, entre os diversos “causos” sobre o Capão, vou contar o mais recente, bem emblemático da situação. No dia 23/06, portanto mais de um mês da reunião em que fomos comunicados que seríamos “despejados”, apareceram no Capão do Bispo, às 18h, quando a Casa já estava sendo fechada (todo mundo sabe que prédio público, há essa hora, já está fechado ou está fechando), as Sras. Adriana Rattes (Sec. de Cultura), Olga Campista (Diretora Interina do INEPAC) e Regina Matos (ex-Diretora). Foram para conhecer a Casa! Não sendo injusto, a Sra. Regina já havia estado ali, há muito tempo. O desconhecimento fica claro pelas reações e perguntas que fizeram. Ficaram espantadas com os arranha-céus que estão sendo erguidos no entorno, perguntaram o q funcionava nas salas da Casa, qtas pessoas ali trabalham, se ocupamos toda a Casa. Definitivamente a Cultura não conhece o Capão do Bispo.
Continuamos querendo uma reunião com as autoridades da Cultura! Queremos ser ouvidos! São 37 anos de luta, de amor, de apego! A Casa só está de pé, até hoje, por nossa presença. Não sou apenas pesquisador, sou também morador da área e vizinho. Precisamos saber o que vão fazer da Casa. Aqueles que entendem nossa posição e concordam, peço que acessem e assinem a petição online http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N12164, para nossa permanência.
Queremos continuar ali! P. Seda.
Estamos com 1351 assinaturas! Votem para que o IAB permaneça no Capão do Bispo e o Rio de Janeiro não perca esse espaço de formação de arqueólogos!

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